31 agosto 2015

Amores partidos

Uma mulher escreveu para o meu programa de TV, na Rede Vida, falando sobre sua decisão de partir. Contou, com dignidade, sua história de amor e de recomeço. "Fiz tudo pelo meu namorado. Tudo. Vivi por ele. Cuidei dele. Imaginei um mundo lindo ao lado dele. Até a velhice. Mas acabou. A pedra que ele me atirou ainda dói. Mas sou decidida. Acabou, acabou!". Esse é um trecho de uma longa narrativa. 
 Lembrei-me da antiga canção, composta por Herivelto Martins e David Nasser, que diz "Atiraste uma pedra no peito de quem só te fez tanto bem". Pedras machucam. As reais e as imaginárias. Pedras causam perdas. Perdas nos tiram o que gostaríamos de ter. Pessoas. Momentos. Vida. Gosto de encontrar gente decidida. Mesmo na dor.

Histórias de amor chegam ao fim por várias circunstâncias. Morre-se um pouco quando morre a amada ou o amado. Despede-se do corpo sem vida que tanta vida trouxe. Vida que ganhou sabor, vida que reencontrou o significado por um amor. O luto é incomodativo. Entretanto, é definitivo. Cessam-se as possibilidades. E segue-se a vida. O tempo ajuda. A dor lancinante do amado que enterrou seu amor transforma-se em saudade, lembrança boa de tempos, de canções, de enternecimentos. Findam-se as histórias por outras razões, como a da mulher que me escreveu. O amado não foi capaz de respeitá-la, não soube valorizar os dias gastos, voluntariamente, em nome do amor. E atirou a pedra. E quebrou o telhado. E feriu, sem sobre isso antes refletir, quem não desperdiçou os momentos em atenção. Desatenção, teve ele. O tempo lhe ensinou alguma coisa. Tentou voltar. Manso. No lugar das pedras, as flores. Por que não as trouxe antes? Por que não romantizou os momentos enquanto estavam juntos? Por que brincou de conquistador compulsivo, necessitado de informar aos outros os feitos heroicos de macho? 
 E ela, no início, não acreditou. Esperou confirmação. Sofreu as notícias ditas por estranhos. Sim. Porque o íntimo era ele. O que recebia o seu devotado amor. Pensou ela em segui-lo. Não o fez. Teve dignidade. Por outros caminhos, reconheceu suas mentiras. É uma mulher, diz o texto, cultora da verdade. Vê a mentira como o lodo imundo da humanidade. Aprendeu a ser verdade. Decidiu seguir a aprendizagem. E isso lhe deu seguranças para decidir partir. Mesmo que partida. Mesmo que o amor não tenha dito a ele quanto tempo ainda há de permanecer remoendo seus sentidos. Não deixamos de pensar em alguém quando decidimos. Paciência. Não é a primeira nem será a última pessoa a sofrer de amor. Um dia, ela há de abrir as janelas, respirar fundo, e perceber que os incômodos da paixão indevida se foram. E aí a vida recomeça.
E é assim com todo mundo. Melhor isso do que não amar. Melhor a dor de uma paixão não correspondida ou a ferida de um amor que se foi do que a triste constatação de que as portas para o amor foram trancadas desde sempre. E a chave não está disponível para abri-la.
Vinicius de Moraes, o poeta que amou por decisão de vida, crê em uma eternidade no tempo do amor:

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

(Soneto da Fidelidade)

A mulher que me escreveu inspirou-se nesse texto. Amanhã, ela estará melhor, certamente. E um outro amor haverá de fazer sua morada em uma casa já limpa, preparada para receber.

23 agosto 2015

5 livros de Nicholas Sparks: Que talvez você, ainda não tenha lido.

Faz tempo que os livros de Nicholas, Sparks, me chamam a atenção.  E fico a me perguntar: O que seria do cinema, se não existissem as histórias de Nicholas Sparks? Com certeza seria menos romântico. Prestes a começa as gravações, da 11° adaptação de mais um dos seus livros para o cinema. Tive curiosidade, para saber quais eram as adaptações.  Quando, estava fazendo a pesquisa sobre os livros e as adaptações de Nicholas.Logo  descobri esses livros, por mim desconhecidos. Dois deles com,adaptações para o cinema. E vi que a lista dos livros do romântico Nicholas Sparks. É muito maior do que pensava.Esses livros, não são muito populares, mais pelas sinopses, vejo que tenho fortes razões, para achar que serei mais uma leitora, absolutamente fã do Nicholas. Apesar de não ser uma leitora, muito romântica, estou começando a me render, ao romantismo de Nicholas Sparks. 

  Por tanto amigos leitores, aquela música de  Jorge e Mateus  que diz:  "Tá afim de um romance?  Compra um livro..."  Sim! essa canção é super a cara de todos que amam e que estão começando a amar,  as lindas histórias de amor. No Nick. Porque o que move, o mundo, a leitura e o cinema.É  e sempre será o AMOR.  E que nunca nós falte amor, tanto na vida, quanto dos livros.




Se você já leu alguns, ou  todos os livros, desta matéria deixe seu comentário.  Será um prazer, falar sobre eles com você! 



 Uma Promessa Para Toda a Vida -


Para Miles Ryan, o mundo desabou no dia em que a sua mulher morreu. Missy fora o seu primeiro amor, a companheira de todos os momentos, a carinhosa mãe de Jonah, o filho de ambos. Juntos, tinham uma vida de sonho. Mas uma noite Missy saiu para correr e não voltou. Foi atropelada numa rua perto de casa. 

As investigações da polícia nada revelaram. Agora, dois anos depois, Miles ainda se culpa por não ter descoberto o autor do crime e Jonah, já com sete anos, vive numa imensa solidão. Mas há uma luz no seu caminho: Sarah, uma nova professora que entende a sua perda e não desiste perante as dificuldades. Ela própria está ainda a recuperar de um divórcio que a feriu de morte. Decidida a ajudar o menino, Sarah reúne-se com Miles. Desse simples encontro nascerá uma paixão verdadeira. Contra todas as expectativas, eles amam e riem de novo. Mas um segredo paira sobre o casal. Um segredo que os obrigará a questionar tudo aquilo em que acreditavam… e a fazer a escolha que mudará as suas vidas para sempre. 

Um dos mais ternos e intensos livros de Nicholas Sparks, Uma Promessa para Toda a Vida é uma mensagem de esperança e uma ode de amor à vida. Um romance inesquecível sobre as imperfeições do ser humano, a resistência perante a adversidade e a incomparável alegria que sentimos quando nos entregamos ao amor.








Palavras Que Nunca Te Direi -




 Poderá vê-lo também no cinema com as interpretações de Kevin Costner, Paul Newman e Robin Wright Penn. Do mesmo autor de O Diário da Nossa Paixão,(O Diário de uma paixão)  um livro que é já um êxito comercial nos EUA e em muitos outros países. Uma poética mensagem de amor na origem de um encontro arrebatador entre um homem e uma mulher cujos afectos já há muito se encontravam adormecidos…




 ISBN-13: 9789722323970
ISBN-10: 9722323970
Ano: 2004 / Páginas: 462
Idioma: português 
Editora: Presença






 O Sorriso das Estrelas -



 "Adrienne Willis é uma mulher forte e corajosa que criou sozinha os seus filhos, após um divórcio que a marcou dolorosamente. Mais de quinze anos depois, quando a sua filha Amanda está a afundar-se num luto com que não consegue lidar, devido à morte do marido, Adrienne revela-lhe um segredo que guardara só para si durante muitos anos. Um encontro num fim-de-semana que reúne uma mulher com 45 anos, divorciada e mãe de três filhos, e um desconhecido perdido numa forte tempestade é o emocionante tema deste livro, com o tratamento inconfundível de Nicholas Sparks. Uma prova de que, quando menos se espera, as estrelas voltam a sorrir!"




 ISBN-13: 9789722329576
ISBN-10: 972232957X
Ano: 2002 / Páginas: 456
Idioma: português 
Editora: Presença




 Laços Que Perduram -




 Quando Jim partiu, tão precocemente, da sua vida, Julie temeu afundar-se numa dor sem retorno, temeu não mais ser capaz de amar. Mas, pouco tempo depois da morte do marido, recebe um presente misterioso - uma cachorrinho feio e assustado - e a promessa póstuma de Jim de que será sempre o seu guardião. Aos vinte e nove anos, numa altura em que o poder mágico de Cronos suavizara a sua dor que a dilacerou nos primeiros tempos, Julie é, obviamente, demasiado jovem para desistir do amor. E nem Mike Harris nem Richard Franklin parecem estar dispostos a que isso aconteça...



Nicholas Sparks é autor de algumas das mais emocionantes histórias de amor do nosso tempo, e, em LAÇOS QUE PERDURAM, aventura-se, pela primeira vez, por caminhos que nunca antes havia trilhado. Com a mesma intensidade criativa, quer no plano da escrita quer no plano emocional, do enredo e das personagens, que os leitores, de resto, já antecipam a cada nova leitura de um romance de Sparks, LAÇOS QUE PERDURAM adquire uma nova magnitude ao explorar a vertente mais obscura da psique humana. Uma violenta obsessão, quase fatal, vem assombrar a beleza pura desta história de amor e revela-nos os limites imperscrutáveis a que pode conduzir o ciúme doentio de um homem aparentemente comum mas que esconde uma patologia grave. No momento em que está de novo desperta para o amor, Julie tem de enfrentar o pior dos pesadelos - sobreviver à perseguição de um louco.


 ISBN-13: 9789722330213
ISBN-10: 9722330217
Ano: 2003 / Páginas: 400
Idioma: português 
Editora: Presença


 Quem Ama Acredita




Naquele dia gélido de Dezembro, Jeremy Marsh ia apenas desvendar mais um caso paranormal fraudulento, numa pequena vila perdida na Carolina do Norte. Luzes misteriosas tinham sido avistadas num cemitério antigo que, segundo crença local, se encontrava assombrado. Habituado como estava a denunciar ocorrências semelhantes, Jeremy ia antecipando, enquanto conduzia velozmente pelas vastas planícies do Sul, as possíveis causas lógicas para o fenómeno, aparentemente inexplicável, das luzes. Mas Boone Creek reservava-lhe um desafio muito maior do que qualquer manifestação do além. O jovem jornalista de Manhattan ia ao encontro do seu destino. Mas disso ele não podia sequer suspeitar. Localizado num pequeno vale, rodeado de carvalhos, o cemitério de Cedar Creek era talvez o local mais improvável para encontrar uma beleza sulista, mas foi justamente aí que Jeremy viu surgir por entre o silêncio e a neblina, por entre a folhagem da grande magnólia e os túmulos que começavam a desmoronar-se, a figura esplêndida de uma mulher com os olhos mais extraordinários que alguma vez vira. Passou como uma miragem, tão irreal e enigmática quanto o próprio cenário. Mas o exotismo daquele olhar violeta voltaria a cruzar o caminho de Jeremy, para dissipar, definitivamente, todo o cepticismo do seu coração.


 ISBN-13: 9789722333962
ISBN-10: 9722333968
Ano: 2005 / Páginas: 462
Idioma: português 
Editora: Presença



Fonte:  Sinopses:  Skoob 


Por Bia Oliveira 

22 agosto 2015

ADAPTAÇÃO DE “A ESCOLHA”, DE NICHOLAS SPARKS, GANHA DATA DE ESTREIA

A Paris Filmes anunciou que a próxima adaptação baseada nos romances de Nicholas Sparks, “A Escolha”, estreará nos cinemas em 07 de abril de 2016.
A trama gira em torno de um homem e uma mulher, vizinhos que não se dão muito bem logo de início, mas um romance acaba acontecendo e percorrendo um caminho que nenhum dos dois poderia prever. Esse é o 11º romance do autor a ser adaptado.
Alexandra Daddario será Monica, Maggie Grace será Stephanie Parker, Teresa Palmer será Gabby Holland, Tom Welling será Ryan, Benjamin Walker será Travis Parker, Tom Wilkinson será Dr. Shep, Anna Enger será Megan Noree, Victoria Noree será Liz, Brad James será Ben,  e Wilbur Fitzgerald será Sr. Holland.
As filmagens devem começar em outubro, com direção de Ross Katz e roteiro de Bryan Sipe e produção do próprio Nicholas Sparks em conjunto com Theresa Park e Peter Safran. A LionsGate adquiriu os direitos.
O último romance a estrear nos cinemas do autor foi “Uma Longa Jornada”, em 2015.

Fonte da Matéria :  http://www.livrosecitacoes.com/

21 agosto 2015

A medida do amor


A medida do amor é amar sem medida. O que queria Santo Agostinho com essa assertiva? Amar sem medida? O que é uma medida? O amor pode ser medido? Pode-se medir o amor de uma mãe que, generosa, faz da vida dos filhos a própria vida? Que, em noites indormidas, acalenta a dor dos seus rebentos? Que se multiplica para atender a avidez por respostas dos filhos inquietos? Pode-se medir o amor de um religioso que faz de sua vida uma entrega a Deus e ao seu próximo? Que repete o ensinamento de Madre Teresa de Calcutá, a peregrina do amor, que dizia que quem julga  as pessoas não tem tempo para amá-las? Pode-se medir o amor de um cidadão comprometido com a geração que virá depois e que, por isso, cuida da Casa Comum que é o planeta em que vivemos? Pode-se medir o amor de uma mulher ou de um homem apaixonado que resolve dividir o que tem, o que sabe, o que sonha com outro alguém que chegou por alguma razão que nem a razão imagina e que permaneceu? Renúncias e encontros. Amargores e sabores. Caminhadas apedregulhadas de surpresas. Mas juntos. Juntos por uma decisão de não medir o amor. O poeta Drummond nos ajuda a compreender as “Sem-razões do amor”: Eu te amo porque te amo, /Não precisas ser amante,/ e nem sempre sabes sê-lo./ Eu te amo porque te amo./ Amor é estado de graça e com amor não se paga.
Amigos também amam. Professores também. Médicos. Juízes. Atores e atrizes, senhores das emoções. Amam os que se põem a conhecer melhor os outros. Porque quem não conhece não é capaz de amar. E quem conhece, verdadeiramente, ama. Ama inclusive as imperfeições. Ama como resistência ao que é descartável ou medido. Não se mede o amor. Nem o descarta. Senão não é amor. Não é amar.
Sábio Santo Agostinho que, ainda sobre o amor, dizia: "ama e faz o quiseres". Primeiramente, ame. O que virá depois não há como não ser bom, pois “Se tiveres o amor enraizado em ti, nenhuma coisa senão o amor serão os teus frutos.”
Por: Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo) | Data: 21/08/2015
Imagem ilustrativa retirada do google imagem 

19 agosto 2015

Frases: Parábolas

"Como as histórias contadas por Jesus têm o poder de inspirar e transformar nossas vidas"

Parábolas é o 2° livro da trilogia Sinais do Sagrado. Neste livro, padre Reginaldo Manzotti, mais uma vez, traz uma meditação, simples e  tocante. De aprofundamento com a palavra de Deus. Com Citações dos Papa (emérito ) Bento XVI, Papa  Francisco, e São João Paulo II. E  de alguns Santos. Salmos, orações,e testemunhos, de pessoas que ouvem o programa do padre no rádio. Também enriquecem, essa leitura.    Padre Reginaldo, além dos livros, também evangeliza através, de seus programas na TV. E através dos Cds. Como ele mesmo diz:  "evangelizar é preciso".
  



Frases selecionadas sobre a Parábola:  do Semeador (Mateus 13, 1-23)

*Não podemos acabar com o mal no mundo, mas podemos abrir o nosso coração para a Graça, fazer crescer e espalhar os frutos de conversão e as sementes do bem.

Com a Parábola do semeador, Jesus nos ensina a ser "solo fértil"...



*Muito diferente de nós, que vira e mexe queremos escolher a quem levar a Palavra, selecionamos de antemão que para alguns não valerá a pena, pois não vai dar em nada. O semeador, ao contrário sai sem escolher o solo. E seleciona e lança a semente de forma ininterrupta. É  importante entendermos que a semente é boa, Já os frutos dependem do solo. Geralmente, para um bom plantio é necessário que a terra esteja arada, tratada e adubada antes de receber a semente.




* Não basta ser um bom cristão, cheio de boa vontade, porque o que dá validade e se faz testemunho da presença de Deus em nossa vida são os frutos que a Sua Palavra produz em nós. A palavra de Deus é semente para as almas humanas, plantadas pelo semeador que é Jesus Cristo, porém, o não comprometimento e a falta de frutos depõem contra nós. Jesus retoma um ditado muito sábio que diz:  "Conhece-se a árvore pelos frutos"


* Quando não colocamos nossas tribulações nas mãos da Providência Divina, significa que acreditamos sermos os únicos capazes de encontrar a solução. Veja bem, não estou dizendo que devemos ficar de braços cruzados esperando o Senhor agir, Mas ter fé implica, sim, dividir o peso da nossa carga com Deus e confiar na Sua condução. Peçamos: "Senhor, me ilumine, me oriente, me conduza..." 



*Nosso coração fica sem espaço e se perde na busca do que é passageiro, não restando forças para as coisas eternas, como o amor e a justiça, verdadeiros frutos do reino. 


*Assim é a Palavra de Deus, mais do que uma mensagem, ela é manifestação da vontade e da ação do Senhor. Ela deve provocar decisão, mudança, acolhimento ao Reino de Deus e seguimento de Jesus. 


Frases selecionadas sobre a Parábola: dos trabalhadores da vinha (Mateus 20, 1-16) 



*O Senhor olha e não vê nossos defeitos; Ele nos quer independente de quem somos e de como estamos. 




* Feliz de quem desde  cedo encontrou o sentido da vida, o sentido para cada movimento de tudo, dos cosmos, da natureza, do seu "eu", e teve a vida inteira um conforto de Deus que o sustentou. Existe recompensa melhor que esta? A moeda de prata é para todos, porque o Céu é para todos, e não há lugar vip na morada de Deus. 



* Felizes somos nós quando choramos e temos Nossa Senhora ao nosso lado emprestando seu manto como lenço para nossas lágrimas. Felizes somos nós que, mesmo lamentando a perda de um ente querido, consolamo-nos com a esperança da vida eterna. 



* Não fiquemos pensando na moeda. Ao trabalharmos pelo reino de Deus, não o façamos esperando recompensa ou elogios, e sim movidos pelo amor. A própria oportunidade. o estar em Deus, servi-Lo e contar com Sua fidelidade já é nossa recompensa. 



Frases selecionadas sobre a Parábola: do Filho Pródigo (Lucas 15, 11-32) 

*Sempre é tempo de se levantar e voltar á presença de Deus; Ele nunca nos rejeitará.


*Se algum dia você se perdeu, volte para a casa do pai. Deus o aguarda,  e não hesite em reconhecer seu engano, porque Ele sempre vai amá-lo acima de tudo. 



Frases selecionadas sobre a Parábola: do Servo Mau (Mateus 18, 21-35) 



*Desculpar não é perdoar, e o perdão só cura quando reconhecemos a dor, conversamos sobre a ofensa e apesar de admitir ao outro que ele agiu mal e nos machucou, escolhemos não alimentar a tristeza, não guardar ressentimentos e em, Deus, perdoamos suas fraquezas e limitações.



Santo Agostinho disse: "Quando for rezar, comece perdoando".


*O forte perdoa, enquanto o fraco guarda mágoas e se vinga. Quando mais perdoamos, mais nos aproximamos da natureza de Deus.






Frases selecionadas sobre a Parábola: da Ovelha Perdida (Lucas 15, 4-7)



*Esquecemos que diante do Pai não há esconderijo para nossos pecados; Deus sabe tudo. Por outro lado, mesmo assim Ele nos ama, e atentar para isso nos traz grande conforto. 



* Será que não estamos passando uma imagem errada de Deus? Um Deus que procura motivos para nos castigar, em lugar de um Deus de misericórdia e amor? Se no livro de Deus somos muito mais do que apenas um número, se Ele se preocupa com todos nós e com cada um em particular, por que  todo esse afastamento? 

É exatamente esse o lado "construtivo" que Jesus Cristo nos apresenta nesta parábola...(Ovelha perdida)


* Deus é alegria, festa e Ele quer que sejamos felizes, porém a felicidade só brota quando estamos em Deus. Toda pessoa que se aparta de Deus colhe tristeza, angústia, desespero e se perde. Já quando enfrentamos qualquer situação em Deus, nós nos sentimos seguros e não deixamos espaço para o desânimo e a desesperança.




Frases selecionadas sobre a Parábola:O Bom Samaritano (Lucas 10, 29-37) 


*Nossa Alma anseia pela eternidade com Deus, mas persistimos em dividir nosso coração: Uma pequena parte para Deus e o restante para o mundo. Todos nós queremos encontrar um caminho, uma razão que justifique nossos esforços e dê sentido á nossa labuta, ao nosso viver.




* Assim como ninguém toca no fogo sem se queimar ou no gelo sem sentir frio, ninguém é tocado por Deus sem se transformar e se comprometer com o próximo.



* Quem ama a Deus necessariamente tem que amar o próximo; se não amar, não tiver paciência, solidariedade e viver só para si, não ama a Deus, porque no amor verdadeiro não há dois pesos e duas medidas, ele é inteiro.



*Jesus nos ensina que a compaixão é um gesto tão profundamente humano quanto divino. Ele nos chama a conhecer melhor o caminho da vida eterna, entender Seus mandamentos e vivê-los com gestos de solicitude e solidariedade para com as pessoas jogadas á beira do caminho.







Frases selecionadas sobre a Parábola:do Banquete Nupcial (Mateus 22, 1-14) 


*Deus não tem pressa. O tempo d'Ele é diferente do nosso.Na  Sua morada  não há relógio pregado na parede dizendo a que horas devemos entrar e sair. Tampouco um cronograma com metas e resultados esperados. A fé não é algo que Deus nos impõe, justamente porque ser cristão não pode ser um obrigação e muito menos um acaso em nossa vida, mas antes uma opção de vida, algo decidido conscientemente dentro de nós.



*Deus nos deixa livres, embora sempre nos convide para a profunda comunhão e aguarde nossa resposta. Deus nos ama tanto, que mesmo nos  amando é capaz de aceitar o distanciamento ou até uma  resposta negativa. Só quem ama verdadeiramente suporta o "não querer" Amor com "rédea curta" está contaminado por insegurança, pelo ciúme que desconstrói e suga. Deus nos ama a ponto de nos construir e não nos sugar, por isso muitos são chamados, mas poucos são escolhidos . Trata-se de se deixar escolher e também escolher. O Senhor nos convida ao banquete; o convite é aberto, mas não é uma imposição. 



*As vezes, quando em excesso, o trabalho se transforma em um empecilho para nossa comunhão com Deus. Os afazeres, o corre-corre diário, a "escravidão do fazer" são obstáculos para a oração, e a oração é um banquete com Deus.



*A Eucaristia é remédio, fonte de cura que restabelece nossa saúde espiritual e revigora nossa força física.



*A Palavra é aberta a todos, e todos nós somos convidados. Precisamos entender esse convite: Deus nos convidou pelo Batismo a sermos partícipes e coerdeiros da graça.



 Frases selecionadas sobre a Parábola: das Dez Virgens (Mateus 25, 1-13) 



  * O mais sensato é cuidarmos do presente, daquilo que hoje necessita da nossa dedicação, mas sem aquela sangria desatada de achar que o mundo vai acabar na próxima esquina, como se tivéssemos de viver cem anos em dez. Nesse sentido é saudável planejar o futuro, ter metas, sonhos e objetivos.





*Temos certeza do que fazemos hoje, porém cada dia que passa pode trazer uma surpresa e mudar o futuro. Para quem morre a espera é abreviada, mas haverá um julgamento final.



* A demora de Jesus é pedagógica para nossa santificação. Deus é misericórdia, mas também é justiça, e essa demora ocorre para que todos nós tenhamos tempo de nos converter .



"....Como faço para dar certo? " A solução certamente não é uma só, depende de um  conjunto de fatores, mas certamente agir com prudência já é meio caminho andado.



As frases foram  selecionadas de acordo com cada parábola. Vale muito apena ler este livro. Ele acrescentará muito, do conhecimento, e significado de cada parábola. As reflexões são muito atuais. Nunca esqueçam!

 "A palavra de Deus é viva, eficaz e atual" . 

Por Bia Oliveira

Sobre o Autor: 

13 agosto 2015

Filme “Diário de Uma Paixão” vai virar série!


Há pouco mais de dez anos uma das adaptações de Nicholas SparksDiário de Uma Paixão, marcou muita gente pelo mundo. A história de como um casal apaixonado que seguiu se amando apesar dos anos, e das dificuldades, será novamente adaptada para a televisão.
Os direitos são da CW e Nicholas volta para o projeto como produtor executivo, além disso o roteiro já está sendo desenvolvido. O foco da série será na relação de Noah e Allie, desde o inicío e o seu futuro juntos.
A nova versão, no entanto, dificilmente contará com o também casal na vida real, na época,Rachel McAdams e Ryan Gosling, que estrelaram o longa. Os atores, que se odiavam no início, começaram um relacionamento antes mesmo do lançamento do filme.

Fonte:  dammit.com.br

09 agosto 2015

A ternura de meu pai

Meu pai era um homem terno. Gostaria de estar com ele. Gostaria de ter tido o poder de prolongar o tempo. O tempo das prosas de tantos entardeceres. Juntos. Infância regada a exemplos. Gentileza natural nascida na crença de que o outro merece sempre o nosso melhor.
Calvários doloridos os de meu pai. Foi preso, injustamente, na época da ditadura Vargas. Trabalhou com afinco. Primeiramente, para ajudar os pais. Limpou escolas, plantou em hortas, vendeu na feira, trabalhou no comércio, virou comerciante, empresário, construtor. Não teve oportunidade de estudar. Estudou, entretanto, a alma humana, com tamanha delicadeza e paciência que se formou mestre na área complexa de compreender que o outro merece ser respeitado.

Sofreu meu pai pela morte de dois filhos. Chorou a inversão da lógica. Um morreu aos 21 anos, acidente de carro. O outro de complicações no pulmão, aos 33. Tinha síndrome de Down. Era o centro da casa. Alegria contagiante de quem não tem economia em expressar os sentimentos.
Era profundamente religioso. Gostava do sagrado. Das celebrações eucarísticas. Da comunhão com os seus irmãos. Da reza silenciosa em sua cadeira de balanço. Esta é uma das lembranças mais lindas que tenho dele. Rezando. E eu, cheio da curiosidade de criança, queria saber o que ele pedia a Deus, em oração. Ele fazia segredos, sorria, dizia que eu fizesse o mesmo e que deixasse meu coração ir dizendo, apenas isso. "Deus escuta o nosso coração", dizia-me ele, com um sorriso generoso. O coração é a metáfora do que se sente. De onde dói. Do que faz bem. Dos sonhos que servem de combustível para prosseguir.
Meu pai era um homem bom. Soube partilhar o seu dinheiro. Dizia que Deus fizera dele um velhinho rico e que era preciso cuidar dos velhinhos que não tiveram a mesma sorte. Ainda hoje, na minha amada terra natal, Cachoeira Paulista, há o Asilo dos Vicentinos que ele construiu.
Meu pai era um homem trabalhador. Com o tempo, comprou um sítio e, ali, plantava café. Gostava da terra. De plantar e de colher. Um dia me confidenciou que pedia a Deus que não o deixasse em uma cama enfermo, como seu irmão mais velho. Era triste demais viver sem trabalhar. E que queria morrer trabalhando. E, assim, ele foi. Depois de um casamento. Depois de uma festa. A partida. Dolorosa partida. Rápida como ele queria. Difícil para os que dele se alimentavam de sua ternura.
Falo de meu pai como exemplo de um amor que nos molda. Cada um tem sua história afetiva com seus próprios pais. Alguns sofreram mais com pais violentos ou ausentes ou, estranhamente, pouco amorosos. O amor é elo sem o qual a engrenagem familiar não funciona. Mas mesmo os que lamentam os erros dos pais, em algum momento, podem mergulhar nos seus acertos. Ninguém erra ou acerta o tempo todo. Conheço filhos que lastimam, o tempo todo, os erros dos pais. Que contam histórias de alcoolismo e de exemplos desagradáveis. Mas e os afetos?  E os bons momentos que, não raro, ocorreram? A memória não pode abandoná-los. Até mesmo o sentimento de falta do pai, no dia de hoje, que muitos devem estar sentindo, é um indício de que há o desejo de que, ao menos, “aquele momento” estivesse ainda presente.
No dia dos pais, símbolo que nos ajuda a refletir, valem alguns dizeres aos pais que estão por perto. Se falta dinheiro para o presente, vale a presença de palavras que agradecem, que celebram, que reconhecem. Vale a presença de gestos de amor. Se eu pudesse, abraçaria longamente, meu pai, neste dia. Se eu pudesse deitaria em seu colo e brincaria com ele para ver qual das mãos é a maior: a dele ou a minha. Ele tinha mãos grandes. E eu dizia que, um dia, as minhas seriam maiores que as dele. E brincávamos de medi-las. Ele sempre ganhava. Na época de sua morte, repetimos emocionados “nossa” brincadeira e eu lhe disse que as dele continuavam maiores. Ele piscou, sorriu e disse que, há algum tempo, percebia que eu dobrava um pouco os dedos para que a mão dele continuasse maior. Mas que ele tinha muito orgulho de saber que as minhas mãos eram maiores que as dele. Que, para um pai, isso não era um problema. E que sonhava que eu continuasse crescendo. Nas mãos, no caráter, na vida e nos sonhos de construir um mundo melhor. De ser bom. De ser uma pessoa de bem.
Meu pai compreendia as minhas inquietudes. Ouvia os meus lamentos. Celebrava as minhas conquistas. Pai é assim. Presença que acalma e que alimenta de vida a vida dos seus filhos. Um filho que nega os pais é como árvore sem raiz. Nutrimo-nos do solo que nos gerou e devemos a ele voltar sempre na presença dos nossos pais ou na memória do que eles em nós plantaram.
Tento reproduzir a sua ternura. Sou ainda um aprendiz.
Feliz dia aos pais!

Ao meu pai José
Pai querido, é pena que já partiste
És saudade presente
Do tempo que, na minha mente,
Ainda existe
Os teus olhos tão vivos, tua mão, que suave
Conselhos constantes e os gestos marcantes
De quem ensina sem desanimar
Tua voz tão segura e plena de amor
Caminho infinito de quem, qual num rito
Toma cuidado para não deixar dor
Caminhas comigo, em cada momento
Vives ao meu lado em qualquer ação
Orienta meus passos teu ensinamento
Inteligência não vive sem o coração
Tu és simples sapiência, bondade, és motor
Princípios eternos, valores presentes
Prolongam no tempo o belo exemplo
O teu grande valor, sempre sem medida
Valor de oração, de trabalho diário
Suave encanto presente na vida
E teu romantismo : único amor
Exemplo de vida, marcante, constantes
Meu jamais esquecido, poeta sonhador
E teu romantismo : mamãe era rosa
Flor e princesa, único amor
Exemplo de vida, marcante, constante
Meu, jamais esquecido, poeta sonhador
E teu romantismo : mamãe era rosa
Flor e princesa, único amor
Exemplo de vida, marcante, constante
Meu, jamais esquecido, poeta construtor
Pai querido.

(Gabriel Chalita)

Por: Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo) | Data: 09/08/2015